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PROIC - Mateus Ciucci

A partir do século XII começa a se estabilizar no Ocidente um código de representação visual da palavra proferida: a escrita. Paralelamente, a partir da Idade Média, começa a se gestar o código de escrita musical que será dominante até o século XX. A notação musical apresenta um notável desenvolvimento do repertório de signos dinâmicos e prosódicos, mais do que incipiente na escrita textual. 
O desenvolvimento diferencial desses processos se exacerba radicalmente durante o século XX, quando as tecnologias da escrita evoluem notavelmente no sentido de uma racionalização de recursos, que otimiza a função informativa da linguagem em detrimento de suas instâncias performativas. 
No teatro, o domínio da letra sobre a palavra proferida resultou no estreitamento dos estilos vocais em cena e na consideração do texto teatral como literatura. Assim, o desenvolvimento de signos capazes de notar a dinâmica que o texto teatral propõe para sua performance pode minimizar o efeito da letra sobre a palavra em cena.

PROIC em PDF (Falta Link)

Tese de Doutorado Sulian Vieira

a Definir

Dissertação Fernando Martins

O conceito de personagem é o ponto de partida para uma cadeia de perguntas que, de maneira abrangente, orientam uma discussão sobre o teatro e suas possibilidades de afetar e ser afetado pelo mundo, através de uma prática sintonizada às transformações que definem nosso tempo. Qual a incidência do conceito de personagem na definição das noções de corpo humano? Que papel ocupa a voz na configuração de uma personagem hoje? Que noções são geradas sobre o próprio teatro quando se pensa o que é uma personagem? Ao longo de 25 séculos de história do teatro ocidental o conceito de personagem assumiu diferentes contornos e essas transformações motivaram, por diferentes razões, o surgimento de inúmeras propostas para a abordagem da cena. Portanto, este trabalho pretende argumentar que o desenvolvimento do trabalho conceitual permite acessar ou mesmo definir o campo metodológico para a atuação. Para isso, serão apresentadas três análises discursivas sobre as formulações de Constantin Stanislavski, Jerzy Grotowski e Silvia Davini, abordagens desenvolvidas em diferentes momentos do século XX. O tema central dessas análises é o contato dos atores com o repertório teatral, considerando o percurso que vai desde a abordagem do texto escrito até sua concretização na voz e na palavra em performance, gerando noções a respeito do conceito de personagem e, por isso, estabelecendo parâmetros metodológicos para o trabalho dos atores. 

Dissertação COMPLETA em PDF (falta link)

Dissertação Ana Terra

A presente dissertação investiga três personagens femininas de Shakespeare, aplicando princípios da abordagem lugar de fala, proposta pela Prof. Dra. Silvia Davini. Essa investigação pretende levantar subsídios para futuras performances que considerem a esfera acústica e simbólica da palavra, como um ponto de partida para a atuação. 
As três personagens estão organizadas, considerando o drama do qual fazem parte, num percurso que parte de uma máxima impossibilidade feminina e vai em direção a uma máxima possibilidade feminina. Tal percurso acompanha a cronologia das obras e as personagens são: Lavínia, de Tito Andrônico; Rosalinda, de Como Gostais e Marina, de Péricles, Príncipe de Tiro
Para essa investigação foram realizadas três frentes de trabalho em simultâneo: o estudo da arquitetura das personagens em relação à obra a qual pertencem; exercícios de fala com trechos dos textos das personagens (CD de áudio em anexo) e uma imersão como espectadora em montagens teatrais na cidade de Buenos Aires. A produção de Peter Hall e Cicely Berry contribuiu especialmente no desenrolar desse trabalho. Por serem diretores e preparadores vocais shakespeareanos, suas experiências trouxeram dados formais do texto que se revelaram úteis à atuação. 
A interação das três frentes de trabalho permitiu gerar reflexões sobre a relação entre a forma dos textos das personagens e os respectivos perfis femininos apresentados por elas. Dessa forma, através de princípios do lugar de fala, se levantam pontos de partida para atuação alternativos à freqüente subalternização da palavra dita no meio teatral contemporâneo.

Dissrtação César Lignelli


O objeto de estudo da presente pesquisa é a dimensão acústica da cena, constituída pelas esferas da palavra, da música e do entorno acústico. Após a consideração de estudos realizados na área, essas esferas foram definidas, justificadas e aplicadas em processos de composição desenvolvidos entre os anos de 2004 e 2006 na Universidade de Brasília. 
A hipótese da presente pesquisa indica que a dimensão acústica da cena poderia ser considerada como ponto de partida para a produção sentido em performance, oferecendo também instâncias de controle dessa produção. Os processos de composição abordados abriram redes complexas de sentido configuradas a partir da dimensão acústica em performance, considerando também a dimensão visual da cena. Os processos de preparação dos atores para os ensaios foram baseados no Principio Dinâmico dos Três Apoios e da Técnica de Micro Atuação, que envolvem também a utilização de meios de produção e reprodução áudio-visuais.
A intensa imersão nesses processos de composição cênica possibilitou cartografar o percurso desenvolvido por mim através dos diversos papéis assumidos neles. As esferas acústicas da cena foram também abordadas a partir do lugar que ocuparam na genealogia do teatro no Ocidente. Uma revisão das obras de Aristóteles Arte Poética, Livro XIX dos Problemas e Arte Retórica, permitiu delinear perspectivas de relações entre o espetáculo teatral na Grécia Antiga e as esferas acústicas da cena, assim como estabelecer certas analogias com o pensamento de Friedrich Nietzsche sobre o assunto.